PM ACUSADO POR MATAR LUTADOR VIRA RÉU POR HOMICÍDIO QUALIFICADO

A justiça de São Paulo recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público em que o policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo é acusado por ter cometido homicídio triplamente qualificado contra o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo.

Além disso, na segunda-feira, dia 5 de setembro, foi decretada a prisão preventiva do PM.

Segundo a defesa, a denúncia destoa completamente das evidências produzidas no inquérito policial. Siga conosco para relembrar o caso.

O CASO

Na madrugada do dia 7 de agosto, o lutador Leandro Lo foi baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio, em São Paulo.

Testemunhas ouvidas alegaram que Leandro estava com cinco amigos no referido clube, quando o policial Henrique Otávio, se aproximou da vítima e começou a provocar o grupo, pegando as bebidas da mesa. Com toda a provocação, Leandro reagiu e pediu para que o PM saísse do local.

Ivã Siqueira Júnior, advogado da família de Lo, afirmou que, durante a discussão, o lutador foi empurrado (peitado) pelo policial militar e, por isso, o imobilizou com técnicas da luta que praticava, jiu-jítsu. Após se afastar, o autor teria sacado uma arma e atirado contra Leandro.

Também segundo o advogado, as testemunhas presenciais relataram que o agressor, quando Leandro já estava caído no chão desacordado, teria chutado sua cabeça duas vezes antes de sair.

O atleta chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Arthur Saboya, mas não resistiu e teve a morte cerebral declarada ainda na manhã do domingo, dia 7.

Após atirar e matar o lutador mundial de jiu-jítsu, Velozo foi a uma boate, consumiu bebidas alcoólicas e saiu acompanhado por uma mulher rumo a um motel da capital paulista.

Diante dos fatos narrados, foram instaurados inquérito interno, para apuração administrativa da conduta do PM, e uma investigação de homicídio consumado.

Segundo a polícia civil, a Justiça não deve entender o caso como legítima defesa, quando a pessoa, na verdade, busca se defender de uma agressão.

O policial militar tem histórico de briga anterior em outra boate e está com o salário suspenso desde o dia 15 de agosto.

CONCLUSÃO

Agora que a denúncia foi devidamente recebida pela justiça, o processo irá correr, sendo feito, nesse primeiro momento, todos os trâmites da fase sumária do Tribunal do Júri, na qual o juiz decidirá se o réu irá ou não ser julgado pelos jurados em sessão plenária do Júri.

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D. Ribeiro é Advogado Criminal na Capital – SP – Brasil, e possui também um canal no Youtube chamado Notícias do Ribeiro, para falar direto comigo basta clicar aqui 👉 https://wa.me/5511954771873

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